Fale um pouco sobre suas tatuagens:

Eu comecei a me tatuar quando eu tinha 15 anos. A minha

primeira tattoo foi uma rosa na perna e eu escolhi, logo

de cara, uma parada grande. Todo mundo quando começa

a tatuar, fica naquela de fazer tattoo pequenininha pra

ver qual é, mas eu não tava nem aí,

mandei logo um desenho e grande e depois não parei

mais. Hoje eu tenho… Ah, nem sei mais… Acho que estou

com uma 13 tattoos, parei de contar faz um tempão,

já! (risos)

Você já se arrependeu de alguma

delas?

Não, nunca me arrependi de nenhuma, muito pelo

contrário. Tenho vontade de fazer mais e mais.

Eu agora só estou tomando ainda mais cuidado

para escolher, porque o espaço tá acabando.

(risos) Isso está me deixando triste…(risos)

Estou escolhendo bem melhor, porque, daqui a pouco,

não vou ter mais onde tatuar!

Você acha que o preconceito em relação

à tatuagem tem diminuído?

Eu acho sim. Da época que eu comecei a me tatuar,

pra cá, já diminuiu bastante, mas ainda

existe.Antes de a minha banda dar certo assim, eu tive

vários trampos normais e várias vezes

eu senti que minhas tattoos eram empecilhos. Eu sempre

tinha que estar com blusa de manga, porque já

tinha o braço feito…

Chegou a ter problemas por causa das tatuagem?

O braço foi uma das últimas partes que

tatuei, porque fica mais exposto e, como eu morava em

Salvador, era difícil usar camisa de manga, por

causa do calor. Quando eu pensava no meu braço

eu ficava naquela “pô… não vou

conseguir arrumar nenhum trampo, tô fudida…”.

Eu precisava da grana pra viver, porque não tinha

pai e mãe pra me sustentar. Mas depois, também,

pensei: “Ah, que saber? Vou é comprar essa

briga!”. Daí, tatuei braço e antebraço,

que é ainda mais exposto. Cara! A gente tem mesmo

é que trabalhar pra derrubar esse preconceito,

né?

Tem algum tatuador aqui no Brasil, que seja

o seu preferido?

Tem. É o Álvaro Tattoo, lá de Salvador.

Ele é o cara que faz as minhas tattoos. É

um cara em quem eu confio totalmente, a ponto de fazer

free hand em mim. Ele sempre me dá umas idéias

legais. Sou muito fã do trabalho dele.

Você já mandou tatuagem free hand?

Já. Esse fundo aqui (aponta a tattoo do ombro

direito) foi feito por Álvaro. Cheguei pra ele

e só dei a idéia: “Velho, eu curto

estrelas, faz aí umas estrelas vazadas e viaja…”

(risos) Daí ele mandou ver no free hand. Curti

bastante a decisão de não ter nada preto

nesta tattoo.

Para a sua próxima tatuagem, já

tem alguma idéia?

Cara, já tem uns cinco desenhos que eu tenho

vontade de fazer, mas ainda não sei exatamente

qual deles eu quero… (risos) Queria tatuar minha banda

aqui (mostra o braço), só que tipo desenho

de criança, sabe? Faria os quatro em bonequinhos

de palito.

E a última, qual foi?

Acabei de fazer esta daqui. (mostra uma clave do sol

na parte interna do antebraço) Tô curtindo

ela ainda, mas quando passar essa onda, sei que vou

acabar querendo fazer mais! (risos)

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