No meu tempo…

Hoje estava na minha tentativa de socialização com o mundo exterior quando comecei a reparar em uma amiga ou coisa assim de uma das filhas de minha vizinha, uma jovem talvez uns 16 anos e um rapaz, pra mim ainda é um garoto, mas deve ter seus 16 anos também, em uma conversa fervorosa, parecia decidir os próximos cem anos de suas vidas.

E daí por um momento eu relembrei do meu tempo de 15/16 anos, onde os amores eram intensos, eram únicos, eram verdadeiros ao extremo, onde tudo era difícil demais para ser alcançado e as coisas pareciam drásticas demais para deixar passar em branco.

E por aquele momento pensei: – Talvez esteja ai toda a minha solução dos meus problemas.
Talvez eu esteja banalizando demais o amor, talvez eu esteja menosprezando demais a monogamia, talvez eu esteja pré-conceituando em demasiado a sinceridade. Talvez eu esteja achando tudo muito simples e fácil de si conseguir e por pensar assim não dou valor ao que tenho e ao que conquisto. Talvez eu esteja deixando passar muitas coisas em branco por achar melhor, por tentar fazer um papel que não me pertence.

E nesses anos todos na busca do equilíbrio talvez eu precise perder tudo o que estudei, pesquisei e arquitetei para encontrar algo novo. Ou velhos hábitos que me façam renovar de novo.

Talvez depois de encontrar minha não religião, minhas idéias, minha forma de levar as coisas, meu jeito de encarar o amor, minha forma de sentir eu tenha que desaprender tudo para tentar achar uma forma nova de viver tudo outra vez.

Uma forma nova de viver a minha vida, não do meu jeito, mas de um jeito que desconheço, um jeito em que eu não preveja sempre como tudo vai acabar.

Descer desse altar de serenidade e equilíbrio e descontrolar-me.

Não falo de perder minha essência e meus princípios isso não se muda assim, mas abandonar esse controle, esse autocontrole, esse jeito de ver e fazer as coisas, talvez eu tenha que ser inocente de novo, cegar meus olhos e calar minha língua para assim ver e descobrir uma nova forma de lhe dar com as pessoas e assim de conviver comigo mesma.

Mudar.
Afinal palavra de ordem para um novo ano que vai começar é: RENOVE-SE!

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