Arquivo para 13/09/2011

Melhor você não saber.

Não é um momento.

É uma vida toda.

Não é uma massagem, sou eu tentando descobrir você.

E o silencio, palavras são tão desnecessárias nessa hora.

Só a verdade em forma de silencio.

E naquele momento não é um filho, não é um marido, não é um nome, mas uma vida.

A vida que eu queria ter.

A serenidade, a calma, a criatividade que eu queria ter.

Mas não posso te tomar, apenas te tocar.

Não me canso é mais que eu poderia ter se pensar melhor.

Qual é a probabilidade de encontrar alguém tão parecido com você.

Mas você não sabe disso, porque você não sabe nada de mim.

Eu não posso deixar você perceber isso, porque teria pedaços por todo lado depois.

Melhor você não saber.

Por tudo!

Acabei de desistir de um encontro importante e que acredito seria legal.

Estou sem animo, não vou fingir que estou bem.

Detesto fingir. Odeio fingir.

Portanto não vou. Sei que surgirão outras oportunidades e daí irei.

Algumas pessoas não entenderam, não espero mesmo que entendam porque o que estou passando, só eu sei como é.

Alguns entenderam uma coisa que não tem nada haver, mas não vou me debater nessa caixa de vidro que vivo atualmente tentando explicar.

Porque dá falta de animo?

Por tudo!

Tentando um novo amor

Para curar uma dor de amor, digam o que quiserem, só conheço um remédio: um amor novinho em folha. Enquanto nosso coração não encontrar outro pretendente, ficaremos cultivando o velho amor, alimentando-o diariamente, sofrendo por ele e, no fundo, bem no fundinho, felizes por ter para quem dedicar nossos ais e nossa insônia. A gente só enterra mesmo o defunto quando outra pessoa surge para ocupar o posto.

Se isso lhe parece uma teoria simplista, toque aqui. É simplista sim. Isso de enterrar o defunto do dia pra noite só funciona quando o defunto era apenas uma paixonite, um entusiasmo, fogo de palha. Porém, se era algo realmente profundo, um sentimento maduro, aí o efeito do novo amor pode revelar-se um belo tiro pela culatra. Ele acabará servindo apenas para dar a você a total certeza de que aquele amor anterior era realmente um bem durável. E a dor voltará redobrada.

Um beijo que deveria inaugurar uma nova fase em sua vida pode trazer à tona lembranças fortes do passado, e nem é preciso comparar os beijos, apenas as sensações provocadas. Quem já vivenciou isso sabe o constrangimento que é beijar alguém e morrer de saudades do antecessor.

Um novo amor pode transformar o que era opaco em transparência: você não sabia exatamente o que sentia pelo ex, se era amor ou não, então surge outra pessoa e você descobre que sim, era amor, caso contrário não sentiria esse abandono, essa perturbação, essa forte impressão de que está fazendo uma tentativa inútil, de que não conseguirá ir adiante.

Mas o que fazer? Encarar uma vida monástica, celibatária? Nada disso. Viva as tentativas inúteis! Uma, duas, três, até que alguma delas consiga superar de vez a inquietação do passado, que venha realmente inaugurar uma nova fase em sua agenda amorosa, que deixe você tranqüilo em relação ao que viveu e ao que deve viver daqui pra frente.

No entanto, quanto mais escrevo, mais me dou conta de que não há fórmula que dê garantia para nossas atitudes, de que não há pessoa neste mundo que não possa nos surpreender, de que tudo o que vivemos são tentativas, e que inútil, inútil mesmo, nenhuma é.

 

Martha Medeiros

Sempre buscando pessoas impossíveis, pessoas que amo, mas que são impossíveis.

Estou tentando encontrar em mim os porquês de ser assim.

Estou buscando em mim as razões de viver assim

Nessa ansiedade, de viver assim como se o próximo minuto fosse o ultimo.

Desencadeando em todo que me certa emoções desequilibradas originadas de minhas ações desconcertantes.

Eu queria sentar e esperar.

Mas não posso, não consigo.

É o que sou e tento e tento, e me frustro por não conseguir esperar.

E cometo outro erro e mais um e mais um na falsa esperança de achar no outro o que eu busco em mim.

Sempre fazendo besteira, pousando de moderna e traindo em  mim o tempo precioso de busca verdadeira de quem eu realmente sou.

Reduzindo-me a um pedaço de carne e a movimentos insanos.

Perdendo todo o tempo precioso de passar o tempo comigo.

Esquecendo entre os moveis lembranças raras, pessoas raras…

O que sinto hoje não sei se é a verdade que nego toda hora, se é uma linda mentira vestida de verdade, um sentimento que não sei se existe, se é verdade ou imaginação porque não dou a ele tempo, tempo para dizer quem é de verdade.

E esse tempo eu não posso dar porque estou sempre buscando pessoas impossíveis, pessoas que amo, mas que são impossíveis.

Porque o fácil me deixa entediada.

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