Arquivo para 06/09/2011

Eu não sei você, mas estou nessa estrada há muito tempo

E sei das muitas armadilhas que arma o coração.

O que eu sei não aprende lendo em jornais

Mas nas ações matinais nas ações repetidas e exaustivas.

Não quero dizer que não sinto nada.

Até sinto e vai por mim, é muito.

Você não sabe o que sou eu não sentindo nada.

O verme e o gelo que sou ao não sentir nada.

Se eu não sentisse você saberia, não por minhas palavras, mas por minhas ações.

 

Você está acostumado das constâncias de uma vida normal

Não se assusta com as tempestades destruidoras em meio às tardes ensolaradas.

As comportadas, as recatadas que você conhece não encaixa no que sou.

Você acha que não consegue ler minha mente.

Você não é o único.

 

Boas Noticias

Como diz Ana Carolina: É isso ai!

Agora só esperar os estágios começarem.

Hoje à tarde a Cely ligou para me avisar que ela havia passado na disciplina de Paciente Grave, afinal ficamos na duvida se a nota que ela tirou ontem dava pra alcançar à média.

E eu fiquei SUPER feliz.

Cely é uma das minhas melhores amigas, não gosto de numerar amigos, pra mim todos contribuem, todos me divertem, todos me ensinam algo e um complementa o outro.

Hoje me lembrou muito quando estávamos de recuperação na Saúde Coletiva e ela me ligou a noite quando eu estava indo para casa depois de um dia cansativo de trabalho, para me dizer que nós duas tínhamos passado, e eu no meio da rua rindo e pulando de alegria por ter passado.

Cely sempre me trazendo boas novas. Adoro.

Foi quem eu tive mais contato no curso desde o segundo modulo, sentávamos perto uma da outra e ficávamos no intervalo juntas e adicionando a isso a Jorgi que é outra menina linda que conhece e tem um coração enorme.

Muito bom essa fase da minha vida

Agora seguir em frente.

Relatos – Dia do sexo

No Dia do Sexo nada melhor que uns relatos de experimentos sexuais.

Boa leitura:

‘Sou heterossexual, mas experimentei fazer sexo com um homem’ Alberto*, 43 anos, professor universitário, casado há dez anos, dois filhos
Sempre me intitulei um heterossexual convicto. Mas precisei encarar uma transa com um homem para ter essa certeza ainda mais forte. Aconteceu quando eu tinha 27 anos. No ambiente de faculdade, sempre convivi numa boa com homossexuais. Acho que muitos gays se tornaram meus amigos porque nunca manifestei preconceito. Eu tinha minhas namoradas, eles tinham os namorados deles. Mas essas amizades também alimentavam a fantasia de como seria ser passivo numa relação sexual. Esses amigos sempre falavam das maravilhas que era ter um parceiro do mesmo sexo. As conversas fizeram minha curiosidade aumentar -na mesma proporção do pavor de ter um homem pelado ao meu lado. Como eu poderia, depois de transar com um homem, me olhar no espelho, encarar as mulheres, os meus amigos, a família? Não achava que iria gostar tanto a ponto de mudar minha opção sexual. Mas imaginava que, se experimentasse, ficaria com uma questão mal-resolvida, talvez uma espécie de culpa. Mas por que também não enfrentar esse medo terrível e paralisante, por que não vencer um tremendo tabu que eu, afinal, achava imbecil?

Eu estava sem namorada. Passei alguns meses remoendo essa idéia no trânsito, no banho. Um dia, acordei disposto a falar do assunto com Vitor*, um de meus amigos gays mais próximos, um médico de 30 anos. Sabia que seria uma questão delicada, pois não queria usá-lo ou fazê-lo acreditar que eu queria me tornar homossexual. Nem passava pela minha cabeça falar sobre esse tipo de coisa com meus amigos heterossexuais. Eles certamente não entenderiam.

Numa festa, surgiu a ocasião ideal para essa conversa com Vitor. Bebi um pouco e o papo fluiu. Fui claro: disse que tinha vontade de ser passivo por um dia, apenas para experimentar uma sensação diferente. Meu amigo se surpreendeu com a proposta, fez algumas piadinhas machistas e insinuações do tipo: ‘Sabia que um dia você ia virar gay’. Mas, como nos conhecíamos há muito tempo, depois do susto, ele me tratou com respeito. E disse que topava transar comigo. Da conversa para o que de fato rolou, se passaram duas
semanas. Não marcamos nada. Um dia ele me ligou e eu fui à casa dele, sabendo que seria ‘o dia’.

Era uma noite de semana. Me arrumei como de costume para uma reunião de amigos -jeans, camiseta. Estava aflito, tremendo, com medo de ser descoberto, mas fui decidido a ficar bem. Ele me recebeu com vinho e fez de tudo para me deixar tranqüilo. Depois de umas três garrafas, comecei a me sentir mais corajoso. Ele tomou a iniciativa e me abraçou. Falei que não queria beijos, ele respeitou. Eu não tinha vontade de beijá-lo, a questão não era romance e sim sexo.

Fomos para o quarto. Resolvi não pensar em nada nem em ninguém, ou não iria até o fim. Vitor foi delicado, usou camisinha e lubrificante. A experiência me encheu de prazer, não nego. Transamos uma única vez e assumo que gostei muito de fazer sexo anal. Quando tudo acabou, eu me senti feliz pelo prazer alcançado, pela cumplicidade com meu amigo e por ter quebrado esse tabu. Em nenhum momento me senti menos homem, da mesma forma que nunca considerei meus amigos gays menos homens do que eu. Ainda bebemos mais vinho, rimos. Na saída, nos abraçamos com muito afeto, como já fazíamos usualmente. E somos amigos até hoje.

Percebi que a relação com mulheres ainda era mais excitante para mim. É uma questão bem-resolvida. Só não me sinto à vontade para falar sobre isso com outras pessoas. O preconceito é grande. Somos educados para não sair do padrão. E acho muito frustrante colocar barreiras à manifestação do desejo por conta dessa imposição social. Foi disso que quis fugir, embora guarde esse segredo a sete chaves. Só uma amiga sabe. Nem mesmo para minha mulher eu contei. Acho que não tem a menor importância ela saber disso. É algo que só diz respeito a mim. Do ponto de vista pessoal, foi maravilhoso ter realizado meu desejo e vencido esse tabu.’

‘Fui apenas um brinquedo para ela’ Gustavo* ,45 anos, gerente financeiro, casado há 12 anos, sem filhos
Sempre fiz o tipo marido fiel, homem sério no trabalho, embora nem eu acreditasse muito nisso. Como qualquer casamento longo, o meu já dava sinais de tédio e cansaço. De qualquer forma, sabia que dificilmente eu tomaria a iniciativa de ter um caso. E realmente não precisei. Certo dia entrou uma funcionária nova no meu departamento. Muito simpática e bonita, logo se aproximou de mim. Saíamos para almoçar algumas vezes, mas a conversa não ia muito além do assunto trabalho. Ela era casada, tinha um filho pequeno. Eu estava tranqüilo em relação a ela e parecia que ela também não estava muito preocupada comigo. Embora a achasse atraente, fiquei na minha.

Um dia, me vi a sós com ela no escritório no fim do expediente. Ela disse que tinha um trabalho para adiantar e ficaria até tarde. Fomos juntos pegar um café na copa. E ela me atacou! Enquanto eu pegava o copo, ela me empurrou e, num lance cinematográfico, me encostou na parede e começou a me beijar loucamente. Fiquei estarrecido no início, tentei me desvencilhar, me senti ridículo, pego de surpresa, desrespeitado. Mas não tive como não me entregar. Aquilo foi muito excitante. Era exatamente daquele episódio que eu precisava para ter um caso com outra mulher.

Nos agarramos por um bom tempo ali no corredor, nervosos. Até que ela confessou que só estava ali para isso mesmo e tinha de ir logo embora. Como naquela noite eu tinha de acabar um trabalho, sugeri nos encontrarmos dois dias depois, pela manhã, em um motel. Ela topou. No dia seguinte, trabalhamos normalmente, mas percebi que ela é quem estava ditando as regras. Trocamos uns e-mails, mandei uma mensagem picante, comentando o que tinha rolado. Ela respondeu friamente, dizendo que a gente ia resolver aquilo logo mais…

No dia combinado, ela foi me pegar de carro no meio do caminho para o motel, já que não dirijo. Ela me recebeu com frieza, parecia que queria acabar logo com aquilo. Achei estranho. Comecei a ficar inseguro. No motel, ela se transformou. Fomos logo para a cama, parecia que ela não queria perder tempo. Tomava as iniciativas e parecia adivinhar todos os meus desejos. Me enchia de elogios, me beijava com carinho e se mostrava experiente na cama. Fiquei totalmente entregue.

Quando acabou, eu quis abraçá-la, mas ela se desvencilhou rápido, disse que era melhor irmos para o trabalho. Na saída, eu quis pagar a conta, mas ela fez questão de dividir. No caminho, tentei puxar conversa, dizer que tinha sido bom, e ela só dava umas risadinhas, não queria esticar o papo. Parecia sem paciência. Lembrei que várias vezes me comportei assim com namoradas e mesmo com minha mulher.

No trabalho, ela me tratou como se nada tivesse acontecido. Nos dias que se seguiram, a mesma coisa. Um dia, nervoso com aquela situação e louco para ter outra transa, fui perguntar quando repetiríamos a dose. Ela me olhou bem séria e falou: ‘Não vamos repetir. Eu tinha vontade de fazer sexo com você, já resolvi. Agora cada um toca sua vida’.

Nem sei explicar como fiquei, tive vontade de chorar, me senti humilhado. Fui mesmo um homem-objeto. Resolvi, então, evitá-la de todas as maneiras. Ela ainda está na empresa, mas mal nos falamos. Não acho que tenha me apaixonado, mas esse jeito diferente dela me deixou intrigado. Ficar na mão de uma mulher fere o orgulho machista. É como se fosse contra a nossa natureza. Mas foi um aprendizado. Aprendi a respeitar mais as mulheres e a mim mesmo.’

‘Topei transar com um homem a mais na cama’ Carlos*, 27 anos, economista, solteiro
Eu, nu, com outro homem na cama? Isso seria muito complicado! Na primeira vez em que minha namorada me disse que tinha essa fantasia, fiquei perturbado. Além do mais, sou um cara ciumento. Falei que aquilo seria impossível. Mas ela continuou insistindo. Enquanto a gente transava, ela me dizia que gostaria de fazer sexo com dois homens ao mesmo tempo. Eu achava que era só conversa, para apimentar a relação. Mas ela meio que começou a cobrar que isso acontecesse para valer. Era uma fantasia muito forte para ela. Para mim, um grande tabu.

A gente costumava ver filmes eróticos com transas a três e, no fundo, eu ficava com vontade de experimentar essa situação, porque via como isso a animava. Fui amadurecendo a idéia. De tanto que ela falava, começou a soar mais natural. Depois de alguns meses, cedi. Só deixei claro que não teria coragem de fazer isso com um homem conhecido, amigo meu. Ela entendeu e não propôs nenhum. Combinamos logo de cara que teria de ser com um garoto de programa.

Entramos juntos em um site de acompanhantes. Ela escolheu as características físicas dele: moreno, alto, esse tipo meio padrão de que as mulheres gostam. Eu tenho um tipo físico comum, não sou ‘malhadão’. Mas não fiquei com ciúme nesse primeiro momento. Eu mesmo peguei o telefone e liguei para ele. E, logo no primeiro contato, esclareci que era uma fantasia da minha mulher, que não queria nenhum envolvimento ou brincadeiras homossexuais comigo.

Marcamos direto no motel. Fiquei tenso sobre como seria a minha reação, mas resolvi deixar a condução de tudo nas mãos da minha mulher. O garoto era bem malhado, sem pêlos, do tipo modelo. Não fiquei constrangido como imaginava. Falamos generalidades, comentamos sobre o lugar onde estávamos. Agimos como se fôssemos amigos, com naturalidade e certo bom humor. O momento mais difícil foi quando ficamos todos pelados…

A iniciativa partiu da minha mulher. Isso me descontraiu, pois ela chegou me beijando, acariciando meu corpo, falando que estava tudo bem. Depois começou a fazer sexo oral em mim. Sentir o carinho dela naquele momento foi o que me deixou confiante. Depois o outro entrou em cena e… Ele era bem- dotado… É difícil admitir, era maior do que o meu e olha que eu acho que me saio muito bem nesse papel (sem modéstia!). Ele respeitou as ‘regras’ e tudo girou em torno dela. Achei que ia morrer de ciúmes e desespero na hora, mas fiquei tão excitado vendo minha mulher gritando de prazer que esqueci de tudo. Se tem algo que me excita é ver minha mulher excitada.

Quando acabou, o rapaz foi embora. Minha mulher disse que curtiu muito e perguntou se eu ficaria chateado em repetir a experiência. Respondi que não. De maneira geral, os homens vivem um falso moralismo. Têm vontade e não seguem seu desejo ou o de sua parceira. É mais fácil aceitar a idéia de transar com duas mulheres porque representa poder. A mulher sente o mesmo com dois homens na cama. Aceitar um parceiro a mais implica vencer o machismo. Muitos classificam de depravada a mulher que manifesta esse desejo.

Mas, depois dessa aventura, nossa vida sexual melhorou muito. Temos mais cumplicidade. Eu já não tenho ciúme dela como antes, sinto que abri meu horizonte, amadureci e ganhei autoconfiança. Tanto que já repetimos a dose.’

“Adorei ser amarrado e vendado na cama”

Carlos*, 25 anos, jogador de pólo aquático, solteiro

‘Fui a uma balada com três amigos, na Barra da Tijuca (Rio). Estava chovendo, a noite prometia ser um fiasco. Nunca imaginei que naquela noite eu teria a experiência mais doida, aterrorizante e ao mesmo tempo incrível e erótica da minha vida. Na pista de dança, uma loira bem mais velha do que eu, na faixa de 45 anos, começou a me paquerar. Era uma mulher bonita. Usava um vestido colorido, com um decote generoso e sandálias altíssimas. Dançamos um tempo juntos e acabamos num cantinho reservado, trocando carícias ousadas. Desde o começo, ela é quem comandava a situação, dizendo o que a gente devia fazer. Depois de algumas taças de champanhe (ela dizia que se libertava com essa bebida), me disse: ‘Estou morrendo de tesão. Quer ir à minha casa brincar um pouco?’. Eu não tinha nada a perder.
Ela morava em uma super cobertura de frente para o mar. O carro dela também era importado, daqueles grandões, com vidros escuros. Vi que se tratava de uma mulher ‘de categoria’, digamos assim. Cheguei a pensar: ‘O que uma mulher dessas quer comigo?’. Prazer, claro. E isso eu poderia dar. Ela me contou que o marido era executivo, viajava bastante e quase não fazia sexo com ela. Disse que tinha até esquecido como era sentir um orgasmo de verdade. E pediu que eu mostrasse a ela. Suei frio. Ela era casada! E se o marido resolvesse voltar antes e nos flagrasse ali?
Ainda na sala, ela me atacou e começou a fazer sexo oral. Depois me levou para o quarto, pegou umas fitas e um lenço de seda. Imaginei que queria me amarrar e fiquei nervoso. O que ela pretendia fazer comigo? E se o marido aparecesse? Me imaginei naquelas cenas de filme, imobilizado, numa situação ridícula. Mas não deu tempo de pensar muito. Ela amarrou minhas mãos na cabeceira da cama, vendou meus olhos com o lenço e se sentou em cima de mim, já nua. Foi até engraçado! Ela parecia uma menininha num parque de diversões. Fez mil coisas incríveis com as mãos, a língua. Eu quase enlouqueci. Nunca tinha feito sexo com tanta adrenalina antes.
Depois de fazer o que bem queria de mim (era assim mesmo que ela dizia), ela me ‘soltou’ e, ainda no papel de dominadora, mandou que eu ficasse sentado na cama só olhando para ela. Pôs um vestidinho preto bem curto, sentou numa cadeira na minha frente se masturbou deliciosamente. Fui á loucura com aquela mulher. Adorei sair do comando, ser conduzido em vez de conduzir. O chato é que nunca mais a vi. Ela não quis me dar seu telefone, disse que o marido chegaria no dia seguinte.”

O que é infecção urinária?

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